DO CAMPO A CIDADE
Composição: Juarez Fragata O poema constrói uma ponte entre o universo rural e o urbano, transformando a voz do eu lírico em símbolo de identidade, resistência e pertencimento. Há nele um forte tom de afirmação cultural, como se o poeta dissesse: “minha origem fala através de mim, mesmo quando não é compreendida”. O verso inicial — “Do campo a cidade minha / Voz ecoa um canto de liberdade” — já estabelece o eixo principal do texto: a travessia entre dois mundos. O “campo” aparece como origem afetiva e cultural, enquanto a “cidade” surge como espaço onde essa voz tenta sobreviver e ser ouvida. O “canto de liberdade” sugere que a poesia é um instrumento de expressão genuína, não domesticada. As imagens rurais — “inchada, laço e estrada” — funcionam como marcas identitárias. Elas evocam trabalho, simplicidade e deslocamento. A estrada possui um papel simbólico importante: ela leva o canto para “regiões distantes”, ampliando o alcance da experiência sertaneja ou campesina. A “toada” reforça essa musicalidade popular, quase como se o poema pudesse ser cantado.
Download
0 formatsNo download links available.