Galopeando Lisandro Amaral
Galopeando Letra: Lisandro Amaral Melodia e Arranjo: Edilberto Bérgamo Que lindo ao final da tarde Quando o sol desmaia as luzes Ver o xergão sobre as cruzes Logo abaixo do lombilho E um bagual meio cornilho Osso do peito apertado, Pelego branco empoeirado De tantas outras peleias Onde um taura gineteira Pra ver um potro domado O chiripá que esvoaça, O estribo que não se solta, O corcóveo busca a volta E não desmancha o sorriso De um paisano pelo liso Prendido índio na vincha A nazarena que pincha Neste pedaço de tempo Onde a poeira encontra o vento E a tarde crua relincha "Ala pucha meu patrício" Como diria o Caetano É preciso ter tutano Pra se fazer domador Vai no alto o tirador Quando desce arrasta no chão O cabresto vem na mão E a raça inteira na estampa Nesta mescla índia pampa Da gente do meu rincão O taleiro encontra o céu Soiteira que volta ao couro Se costeia um pampa mouro Pata branca e retovado Pingo bem destopeteado Só penacho e o pega-mão Cola grossa no garrão Casco que arrasta na terra Gaucheria, arte e guerra Da Gente do meu rincão. Fotos: Eduardo Amorim
Download
0 formatsNo download links available.