Gold Leaves
GOLD LEAVES (Folhas de Ouro) VERSO 1 No começo, tudo era preto — um plano vazio onde nada conseguia respirar. Eu era barro não cozido, frágil, tentando ao máximo não ceder. Eu estava cega pela devoção, perdida em entregar tudo e guardar nada, Me apagando enquanto o mundo deixava riscos na minha alma na escuridão. Ninguém ouviu o som das minhas rachaduras. Eu só via a ausência, o vazio, a dor que eu tentava esconder, Sem notar que o escuro era a tela onde a verdadeira obra surgiria. “Eu não conseguia ver… a beleza da quebra…” PRÉ-REFRÃO 1 E quando a quebra veio? Eu me perguntei: Onde eu me parti, para onde minha verdadeira versão fugiu? Onde eu me escondi, onde estava a peça inteira que eu não encontrava? Para onde eu fugi, onde ficou a forma original que deixei para trás? Para onde eu mandei tudo aquilo que era eu? E finalmente, quando olhei cada caco no chão, eu percebi: Cada ferida virou um traço, Cada dor era um contorno essencial, Cada queda — a forja que moldou o metal que eu sou hoje. “Fornalha… que me forja…” REFRÃO 1 Foi com Folhas de Ouro que eu revelei o que o escuro sempre tentou esconder. Cada rachadura, cada passo, cada queda — tudo me fez crescer e me curar. Com Folhas de Ouro, eu encontrei o desenho que eu mesma construí na resina. No oco da fratura, eu descobri a força que subia de dentro. “Brilha — brilha o ouro!” Com Folhas de Ouro, eu vi meu império erguido dentro das coisas que um dia doeram tanto. Transformei cicatriz em arte — renasci inteira, renasci eu. VERSO 2 No escuro eu me tornei artesã, me escutei, me refiz, me reconheci. Minhas rachaduras viraram propósito. Não era o caminho que faltava — era eu que precisava renascer. A queda me lapidou, a perda me ensinou, a dor me deu direção. O que antes era fragmento quebrado virou fundação da minha estrutura. Eu caminhei sem perceber: Eu era mais forte que o chão que tentou me rasgar. O preto não era ausência — era a moldura onde eu iria brilhar. “Agora eu vejo a cor…” PRÉ-REFRÃO 2 E quando revisitei a costura de cada fracasso, Eu entendi o que o processo me entregou: As Folhas de Ouro eram o meu verdadeiro prêmio — A assinatura do meu cuidado, a prova final do meu valor. É no silêncio que a reparação fala, É no escuro que vemos a essência, É na dor que encontramos conexão, E na coragem… que finalmente nos libertamos. “Quebrar, quebrar a dor…” REFRÃO 2 Foi com Folhas de Ouro que eu revelei o que o escuro sempre tentou esconder. Cada rachadura, cada passo, cada queda — tudo me fez crescer e me curar. Com Folhas de Ouro, eu encontrei o desenho que eu mesma construí na resina. No oco da fratura, eu descobri a força que subia de dentro. Com Folhas de Ouro, eu reconheci meu caminho, minha história, meu ser por inteiro. Transformei cada sombra em luz — Renasci inteira, renasci poder. BRIDGE Eu não precisava de salvação — eu precisava de coragem para abraçar o Kintsugi. Eu precisava aceitar que doeu, que sangrou, mas foi isso que me fez ficar de pé. As Folhas de Ouro não vieram de fora — Elas nasceram do que eu fiz por mim, na paciência da cura. Vieram do amor que finalmente aprendi a me dar, Da força que eu escondia dentro do meu próprio vaso, Da mulher que eu sempre fui. “Eu sou o ouro… eu sou a cura…” RAP 2 / DANCE BREAK Na escuridão eu era aço! Na dor eu era chama! Na queda eu virei fundação! No silêncio eu virei desenho! Cada risco virou história, Cada arranhão serviu para criar arte. Agora quem me vê brilhando Nem imagina o que eu precisei enfrentar. Eu não devo nada ao passado, É ele que deve reverência ao meu reparo. Meu império foi feito de ouro — Não porque nasceu intacto, Mas porque eu transformei A destruição na minha maior obra. “Eu transformei!” — “Brilhei mais forte!” OUTRO Com Folhas de Ouro, iluminei o caminho que antes era só escuridão. Hoje cada passo brilha Como o som da minha própria evolução. Com Folhas de Ouro, eu celebro a história que só eu poderia escrever. Nada do que doeu me define — Mas tudo que doeu… me fez crescer. #kpop #rap
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