Vidas decoradas dentro de jarras de design
Prisões bonitas com faces automáticas
Perto das cinco da manhã tudo fica um bocado fodido
Inevitável, o suor paira
esquecido do peso da sujidade
Os corpos acontecem
Os ombros arrepiam-se
Os olhos esborratam-se
Até o antes começa a sentir-se
Uma história de outra pessoa
Ninguém se conhece pelas mãos
Mas do toque
Quase perfume que não deixa recusar
As jarras não confortam, insistem em algo de terno
Em como tudo continua a mover-se no ruído
À espera do desalinhado e do que ainda
Pode ser inesperado
Um tipo suave de imanência e efervescência
Jarras! Mesmo se largas
Tudo na água, e já não agarras
Jarras! Mesmo se largas
Tudo na água, e já não agarras