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O NASCIMENTO DO TARCÍSIO

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Premiered Jul 8, 2025
6:04

Relato de parto da mãe: "A noite contactei minha enfermeira obstetra Manu, que ficou de vir me avaliar às 20h. Àquela altura as contrações não deixavam dúvidas: existia ritmo, existia dor e frequência. Manu chegou, eu estava com 3cm de dilatação (fase latente do tp). Em 1h repetiria o exame de toque para avaliar minha evolução. Me mandou descansar, pois precisava economizar energia para as próximas horas. Me recolhi no quarto e amei profundamente aquele momento: era real, estava acontecendo! Eu quis muito viver aquilo e tinha chegado a hora. Me coloquei ao lado de Jesus e pedi seu auxílio para tudo que estava por vir. Sabendo da riqueza espiritual que envolve a chegada de uma criança ao mundo, eu já havia feito uma listinha de intenções, onde ofertaria minhas dores por elas. Assim iniciei meu tp, curtindo e vivendo cada contração. Passado 1h eu não havia dilatado mais nada - sinal de tínhamos tempo até que tudo engrenasse, e que deveríamos descansar de fato. Consegui dormir (entre as contrações) até 01:30 da manhã, quando o ritmo já não me deixava mais achar uma posição pra descansar. Suportei bem as contrações e por volta de 5h eu já estava com 5cm. Ótimo. Fase latente já foi, agora entrávamos na fase ativa do tp. Hora de ajudar a natureza o seu trabalho, e eu estava bem disposta! Me alimentei bem, a Manu amarrou um rebozo (um pano grosso) ao redor do meu ventre, me fez inalar alguns óleos essenciais que ajudam e me deu um pente, para apertar na hora da dor (pois confunde os receptores de dor). Eu subia meu calvário e ao meu lado Jesus dividia o peso da cruz comigo entre uma contração e outra. Eu não ousava largar meu pequeno crucifixo, e encarava-o pensando nos nomes que trazia no coração. Pensava tambem Nele crucificado, uma dor muito maior que a minha e suportada com muito maior amor… Nesse momento já adentrei uma esfera que pouco me importava com o mundo - eu me conectava cada vez mais com meu corpo, com meu filho que abria caminhos (literalmente) para chegar ao mundo. Me emocionei uma primeira vez ao dizer no final de uma contração: “já estive nesse lugar, sei onde ele me leva, bendita dor!”: meu filho no colo era o que sucederia aquelas contrações todas. E que dádiva! Eu não esquecia aquilo: aquelas contrações tinham um propósito, elas estavam preparando meu corpo pro grande momento, não era apenas dor, eram aliadas, portanto. Fui percebendo que benção era estar ali vivendo aquilo ao lado do homem da minha vida, que cuidava de tudo com cuidado e amor! Assim foi até que numa contração o padrão mudou: foi beem mais forte que as anteriores. Tinha sido avaliada há menos de 1h, mas por conta daquele evento decidimos reavaliar e veio a grande surpresa: eu já estava com 9cm e o bebê ja havia descido e se posicionado melhor! Precisávamos correr pra maternidade. No caminho, duas contrações fortes, e ao chegar lá fechei meus olhos para não me desconectar do que estava vivendo e só voltei a abrir quando entrei na sala de parto. Eram 06:30 da manhã, eu não quis me mexer daquela cadeira de rodas, queria ficar ali o máximo que pudesse. (Louvo a Deus minhas escolhas de profissionais - Dra Trícia, enfermeira Manu - graças a elas pude viver esse momento no meu tempo e numa grande paz, eu fui respeitada em tudo). Manu então coloca a musica “Hoje livre sou”, a música que marcou a minha conversão! Me emocionei demais pq Deus me disse ali que Ele me tornou livre justamente para viver Sua vontade, que é perfeita, como eu bem podia experimentar: construí uma família e me preparava pra receber em meus braços meu terceiro filho. Nesse momento Dra Tricia adentrou a sala e tocou o meu ombro. Embora eu estivesse de olhos fechados, reconheci aquele toque e disse “Não estou chorando de dor não, dra!” , ao que ela respondeu “E eu sei, te conheço de outros carnavais”. Naquele ambiente tinha aconchego, amparo, silêncio, liberdade - tudo que eu precisava pra me sentir segura. Eu estava pronta. Os puxos começaram e além de toda dor eu senti muito medo - pela primeira vez. Me sugeriram poses mas eu não quis - quis fazer conforme sentia que deveria: me ajoelhei (a verticalização é algo que favorece a saída do bebê - tinha lido em algum canto). E ali, amparada pelo Murilo, na 2a e na 3a força, ele nasceu. Contemplei aquele rostinho, recebendo no meu colo aquele novo ser. “Eu não acredito!” Foi o que consegui falar antes de agradecer a Deus e chorar muito, abraçando o meu filho, meu Tarcísio. A emoção desse momento, meus amigos, é algo realmente divino, indescritível, incomparável! Vivemos nossa golden hour sem pressa, e eu serei capaz de lembrar pra sempre daquela sensação. Que grande presente eu havia recebido! Ps.: Essas registros maravilhosas foram feitos pela Bárbara @barakaxi , profissional in.crí.vel que conseguiu captar tudo com sensibilidade e discrição sem que eu ao menos a “enxergasse” em meio a todo esse processo, ao mesmo tempo em que eu amei muito tê-la ali conosco). Obrigada, querida."

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