Ruído branco. Bossa Nova
Verse 1 A manhã tem cheiro de baunilha, igual a ontem O bonde é um acordeom que range pelo chão. Um velho lê notícias num banco de madeira, De um mundo que desaba em amarga solidão. Olho pela janela e os rostos são os mesmos, Mas a vida corre presa num jogo frenético. Pressa de chegar onde nem querem estar, Sombras num caminho que não sabem trilhar. Chorus Gente que gira em círculos sem fim, Rindo como se a vida fosse um jardim. A névoa engole o que o peito quer dizer, Ruído branco num lago a esquecer. E a gente se perde no tempo que jaz, Como fitas sem nome, perdidas no cais. Talvez o amanhã seja apenas igual, Ou talvez o desejo incendeie o varal. Verse 2 Pássaros brancos seguram o teto do céu, Pra que ele não caia como um pesado véu. Alguém desenha sonhos num simples caderno, Outro vende a alma por um brilho eterno. Celulares brilham como janelas no escuro, Nos guiando a mundos de um espírito imaturo. Buscamos nos feeds um sinal, um clarão, Mas falta o que anseia o nosso coração. Bridge E se a Terra parasse o seu giro veloz, Não fugiríamos das sombras em nós. Só somos sábios quando o tempo já passou, Tarde pra entender que a corrida acabou. Chorus Gente que gira em círculos sem fim, Rindo como se a vida fosse um jardim. A névoa engole o que o peito quer dizer, Ruído branco num lago a esquecer. E a gente se perde no tempo que jaz, Como fitas sem nome, perdidas no cais. Talvez o amanhã seja apenas igual, Ou talvez o desejo incendeie o varal. Outro Então vamos ficar um pouco mais aqui, Até que a esperança decida partir. Entre a chuva e a névoa que invade o lugar, Talvez uma vida inteira a gente vá achar.
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