Saudade Que Nunca Dorme
(Verso 1) Trago a noite presa no casaco velho E o teu perfume que não quis sair Cada rua mostra o mesmo espelho De tudo o que deixei fugir Lisboa arde em luz cansada Nos passos que não dei contigo E a guitarra chora calada Como quem fala sem ter abrigo (Verso 2) Guardei bilhetes de viagens falhadas Promessas soltas no chão As nossas fotos amareladas Ainda sabem a verão Fiz do silêncio a minha casa Do orgulho fiz solidão Mas há memórias que o tempo não arrasa Nem cabem dentro da razão (Refrão) Diz-me que ainda ouves o meu chamar Mesmo escondido na dor que ficou Se a tua sombra voltar a passar Talvez o amor acorde outra vez em nós dois Não fujas mais do que sentes em ti Há destinos que o tempo não rompe Mesmo que a noite se esqueça de mim Eu sou a saudade que nunca dorme (Verso 3) Bebo histórias que não me pertencem Só para tentar esquecer Mas há fantasmas que não adormecem Nem deixam o dia nascer Sou marinheiro de mares vazios Perdido em portos sem cor E escrevo fados frios Para aquecer o que resta do amor (Ponte) Se eu bater à tua porta amanhã Não perguntes quem fui antes Trago a alma crua e vã Traz apenas o que sentes (Refrão) Diz-me que ainda ouves o meu chamar Mesmo escondido na dor que ficou Se a tua sombra voltar a passar Talvez o amor acorde outra vez em nós dois Não fujas mais do que sentes em ti Há destinos que o tempo não rompe Mesmo que a noite se esqueça de mim Eu sou a saudade que nunca dorme (Outro) E quando a guitarra disser o teu nome No eco da madrugada sem fim Talvez percebas que quem ama não some… Só aprende a viver dentro de si.
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