SILÊNCIO TROPICAL
Andando sozinho na Djalma lotada mil rostos correndo sem olhar pra nada a fumaça sobe junto com meus pensamentos e eu me afundo devagar por dentro Ônibus vazio depois das duas cidade acesa, alma nua meu reflexo torto na janela molhada parece alguém que desistiu da própria casa Trabalho cedo, volto tarde olheira funda, mente em pane todo mundo pergunta se eu tô bem mas ninguém fica pra ouvir a verdade [PRÉ-REFRÃO] Porque eu aprendi a esconder dor no silêncio e transformar cicatriz em comportamento [REFRÃO] Nessa cidade quente eu aprendi a congelar todo mundo fala alto mas ninguém quer escutar Virei filho do silêncio pra conseguir suportar porque sentir tudo assim também pode matar [VERSO 2] Ventilador girando lento no quarto escuro parece que o tempo gira junto mensagens antigas queimando na tela fantasmas voltando pela janela E talvez eu tenha crescido cedo demais carregando peso que nem era meu todo mundo acha que eu sou frio mas foi o mundo que me endureceu No fundo eu ainda queria alguém que enxergasse além desse rosto cansado que aprende a sobreviver sem ninguém [PONTE] Talvez o inferno não seja o fogo… talvez seja continuar sentindo tudo sem conseguir dizer nada. (entra guitarra crescendo) [ÚLTIMO REFRÃO] Nessa cidade quente meu coração virou temporal chuva caindo no asfalto e eu afundando igual Filho do silêncio perdido em luz neon tentando não desaparecer antes do amanhecer [OUTRO] A cidade nunca dorme… mas algumas pessoas já desistiram faz tempo.
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