Répteis
a segunda música que escrevi (a primeira joguei fora) vou upar outras os pra quês e porquês contundentes não me deixam sonhar os répteis e suas línguas bifurcadas não me deixam pensar um mar de novidade me espera, devo me jogar? não é medo de me afogar, é a certeza que não sei nadar arrogante, e as cores na minha cabeça tentam me reger mas meu corpo em monocromo impassível não ousa obedecer segure seus cavalos e solte seus tigres flutue em veludo, toque o que não existe segure seus cavalos e solte seus tigres eles rastejam na minha cama e sussuram que não há necessidade agem como se soubessem de tudo mas andam nos passos largos de minha vaidade um deles se lança ao mar e declara guerra aos homens cenários líquidos, voodoo e relações desse plano me consomem céu cinza e buracos no mar a areia debaixo das unhas dos meus pés alguém ou algo irá se mostrar nesse jogo de sorte ou revés usando as maiores jóias, renegando sempre a beleza modesta dono de todas as profanidades e prazeres mundanos, dono da festa se aproxima e diz que partimos hoje "eu que mando e hoje é o dia em que você nasce de novo eu que mando e você nasce de novo" caminho no deserto, escaravelhos são meu chão o vente quente do bater de asas do anjo da exterminação e então seguro meus cavalos e solto meus tigres flutuo em veludo, toco o que não existe seguro meus cavalos e solto meus tigres seguro meus cavalos e solto meus tigres me envolvo em penas, me jogo num mar de piche atiro em meus cavalos e cego meus tigres as escamas no meu torso finja que não viste
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