Olhos
Olhos que andais agravados. SÉC. XVI. 19/08/2025 Olhos que andais agravados De ver males sem rezão, Dormindo e acordados, chorais minha perdição. Mor é a paixão Qu'este choro guia Que a nout'e dia. Ao tempo, que tudo gasta, Inda meus males sobejam, E nunca nenhum lhes basta Porque sem nenhum fim sejam, E que aos olhos vejam Chorar isto fora Alma dentro o chora. Olhos que andais agravados De ver males sem rezão, Dormindo e acordados, chorais minha perdição. Mor é a paixão Qu'este choro guia Que a nout'e dia. Ao tempo, que tudo gasta, Inda meus males sobejam, E nunca nenhum lhes basta Porque sem nenhum fim sejam, E que aos olhos vejam Chorar isto fora Alma dentro o chora. A noute passada vim A sonhar c'um bem passado, Mas bem era sonho em fim, Pois meu mal era acordado. Bem viu o cuidado, Que o mal não dormia, Quando o bem trazia.
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